segunda-feira, 13 de julho de 2009

HOMOSSEXUALIDADE E ESTADO NOVO


A revista “Pública”, do PÚBLICO de ontem, publica um extenso dossiê dedicado aos “Homossexuais – Perseguidos no Estado Novo”. Trata-se de um interessante trabalho da jornalista São José Almeida, porventura a primeira peça jornalística com tal amplitude vinda a lume num jornal em Portugal.


Procura São José Almeida fazer um pouco a história da “vida homossexual” em Portugal (Metrópole e Colónias) durante o regime de Salazar e Caetano. Relata factos autênticos e menciona pessoas (dos vivos, apenas os que se assumiram como tal, como manda a regra) e descreve episódios curiosos, muitos dos quais certamente desconhecido dos leitores e outros que muitos leitores fingirão certamente desconhecer.


Contudo, dos depoimentos recolhidos, fica a ideia que o Estado Novo exerceu sistematicamente uma acção repressiva sobre os homossexuais, o que não corresponde à verdade. Realmente, Salazar, que conhecia profundamente os homens, jamais teria a veleidade de tal atitude, que só poderia acarretar problemas para o Regime, o que ele muito bem sabia. Fiel à sua máxima de que “em política o que parece é”, também neste caso apenas lhe interessava manter as aparências e impedir atitudes públicas ostensivas que atentassem contra o ideário do Estado Novo. Digamos que neste aspecto Salazar era totalmente amoral, nada lhe interessando as preferências sexuais dos portugueses, salvo em casos muito particulares que pudessem interferir com a situação política. Aliás, Salazar convidou e manteve no Governo (e nos mais altos cargos do Estado) homossexuais conhecidos, como – e este é um caso exemplar – o seu último subsecretário (e não secretário, como vem na revista) de Estado da Presidência do Conselho de Ministros.


Conclui-se, também, da peça jornalística que só os notáveis do Regime eram intocáveis e que o Povo era preso e humilhado. Ora isto não é exacto pois se o fosse não teria havido prisões que chegassem para acolher os transgressores da moral imposta aos “corpos já batidos na bigorna dos amores proibidos pelo código aprovado”, para citar versos de António Botto. O que, na verdade, não era admitido pelo Regime era o chamado “escândalo público” que atentasse contra os “bons costumes”, que em nome de uma circunstancial aliança entre o Estado e a Igreja importava defender. Assim, apesar das disposições legais condenatórias, e só tardiamente revogadas, era mais gravosa para os interessados a “censura social” do que propriamente a condenação penal.


Citam-se nomes contemporâneos, como efectivamente ou tendencialmente homossexuais, sendo a personalidade mais antiga nomeada a Rainha D. Amélia (de quem se dizia ter por amante a Condessa de Figueiró) que é anterior ao Estado Novo. Já agora, poderiam ter sido citados três reis de Portugal: D. Pedro I, D. Sebastião e D. Afonso VI.


Há contudo, neste texto, uma lacuna gritante: a omissão de uma figura pública a vários títulos, que deverá estar a rebolar-se na tumba por não ter sido mencionada. Refiro-me obviamente a Bernardo Antunes (a célebre Dona Bernarda) que toda a Lisboa gay, semi-gay e não-gay conhecia, pessoa ligada aos meios artísticos, que habitava na Avenida da Liberdade, engatava na Baixa e se gabava de ter ido para a cama com todos os homens de Lisboa. Bernardo Antunes, que se intitulava por vezes Conde de Britiande, mas que na realidade pertencia à família dos Viscondes do mesmo nome, estafou várias fortunas, foi anavalhado por um pescador na Costa da Caparica e acabou como funcionário da Sociedade Portuguesa de Autores. Pretendia ser o patriarca dos homossexuais portugueses, depois da morte dessa outra egrégia figura, citada no artigo, que recebia, dizem, principescamente em sua casa, e que dava pelo nome de Ayres de Mascarenhas Valdez Pinto da Cunha.


Tem o dossiê agora publicado dois méritos relevantes: um é o de destacar o papel dos militares na vida homossexual portuguesa, até agora considerado um quase tabu jornalístico. Durante décadas, soldados e marinheiros, durante o período do serviço militar, mantiveram relações sexuais com homossexuais de todas as condições sociais, a troco de uma remuneração simbólica que era mais para justificar o acto e ficarem de boa consciência do que para receberem pagamento por um “serviço” prestado. Em muitos casos, esse relacionamento ultrapassou o período do serviço militar e transformou-se numa ligação para o resto da vida, mesmo depois dos mancebos serem casados e pais de filhos.


O outro mérito respeita à referência à vida gay nas antigas colónias portuguesas, durante a guerra colonial. A primeira abordagem do tema foi feita por Guilherme de Melo no livro A Sombra dos Dias, onde se descreve um ambiente de Lourenço Marques (actual Maputo) digno de uma Roma dissoluta. Parece, todavia, que Luanda conseguia superar ainda Lourenço Marques, o que dá a ideia de uma sociedade totalmente aberta às relações sexuais livres.


Aborda ainda este dossiê o caso Júlio Fogaça, membro do secretariado do PCP, que foi expulso do Partido depois de ter sido preso pela PIDE (1960), quando se encontrava na cama com um companheiro numa pensão da Nazaré. É um assunto que parece nunca ter ficado completamente esclarecido, dada a rivalidade das suas posições em relação às teses sustentadas por Álvaro Cunhal.


Espera-se que esta primeira abordagem global da vida homossexual portuguesa contemporânea (que transcende em muito as supostas perseguições sistemáticas do Estado Novo) possa ter continuação, em jornal ou em livro, mas de forma mais ordenada e documentada, a bem da história social nacional e da análise da evolução dos costumes e das mentalidades. Vasto programa.

19 comentários:

Anónimo disse...

Impõe-se uma primeira correcção ortográfico-genealógica : Não existe qualquer "Britiande",apenas corruptela de Bertiandos,onde se situa um dos mais imponentes solares do Norte(Ponte de Lima)cuja fundação remonta a uma meia-irmã de D.Nuno Álvares Pereira. As armas dos Pereiras lá estão para confirmar. O título é recente,mas atribuído aos Senhores de Bertiandos,que vêem de longe.O último conde morreu sem descendência,pelo que a fantasia do tal Bernardo deve ser isso mesmo: fantasia. Quanto ao artiguelho da "Pública",com uma visão da época estado-novista aparentemente muito marcada pelos informadores próximos do P.C.,pode efectivamente servir, depois de muito,muito,corrigido e aumentado,servir de ponto de partido para uma análise séria sobre essa perspectiva daquela época. Talvez aqui venham parar algumas sugestões.

Do Médio-Oriente e afins disse...

Não tem razão o Anónimo das 10:59 ao propor a correcção de Britiande para Bertiandos. Há o título de Visconde e Conde de Bertiandos e o de Visconde de Britiande, como pode confirmar na "Nobreza de Portugal" ou no site "Genealogia".

Bernardo Antunes pertencia à família dos Viscondes de Britiande.

Anónimo disse...

Touché. Tem razão o autor do blogue. D.Carlos criou efectivamente em 1905 o título de Visconde de Britiande (onde é que isso fica?)entretanto,aparentemente, não assumido pelos descendentes directos. Retiro assim a "fantasia" a essa figura lisboeta,que não conheci. Mas tudo isto é obviamente secundário ao interesse do artigo,que é outro.

Expinho e Lino disse...

Li apenas o post, não o trabalho referido, mas parecem esquecer, nos históricos, o Infante D. Henrique.

Anónimo disse...

Britiande fica a cerca de 6 quilómetros de Lamego, na estrada Lamego-Moimenta da Beira.

Do Médio-Oriente e afins disse...

O famoso Bernardo Antunes era de seu nome completo António Bernardo de Osório Coutinho e Castro Antunes, habitava na Avenida da Liberdade num prédio (creio que numa moradia) que possivelmente hoje já não existe (hei-de confirmar) e possuía um solar em Britiande, a Casa de S. Bento. Daí intitular-se por vezes Conde de S. Bento, e não de Britiande (título da família) como referi no meu post.

Anónimo disse...

A erudição da postagem só tem realmente paralelo com a discussão nobiliárquica. Verdadeiramente extraordinário.
Muitos parabéns a todos.
Algum entendido poderá informar se o título em causa tem representante actualmente?
E não haverá possibilidade de termos mais informação sobre a relação Bragança/Figueiró? Seria o lesbianismo das Senhoras que deixava o Conde de Mafra tão impaciente com a viscondessa

Do Médio-Oriente e afins disse...

Para o Anónimo das 0:05 do dia 15:

A que viscondessa se refere?

Nuno Castelo-Branco disse...

Bem, toda esta série de nomes que aqui surgem estarão num caso ou outro de acordo com a verdade histórica, aliás sem qualquer importância, dada a pouca importância das pessoas em questão.

Apenas uma ressalva quanto à rainha D. Amélia.

De facto, a soberana foi o principal alvo de uma feroz campanha de descrédito pacientemente organizada pelo Partido Republicano e assim, os agentes do boato limitaram-se a copiar tudo aquilo que já fora dito acerca de Maria Antonieta (que começara por ser "desvairada sexual" com o conde de Artois, passara para Fersen e no período da Revolução, era acusada de lesbianismo com a Lamballe). De Maria Carolina de Habsburgo, irmã da anterior e rainha das Duas Sicílias, disse-se palavra por palavra, aquilo que o PRP 90 anos depois repetiria, não nos podendo esquecer da campanha contra a famosa Sissi, a imperatriz da Áuistria a quem apontavam o capitão inglês Middleton como amante, para logo depois se falar de outro tipo de "frottage".

Chegou assim a vez de D. Amélia que acima de tudo, era uma mulher indubitavelmente honesta, séria e discreta. A própria compleição física - 1,84m - ajudava à maledicência num país onde a estatura média dos homens portugueses, à época não passava de 1,60m. As fotos existentes, numerosíssimas, falam por si. Pior, a rainha tinha uma opinião própria, era muito culta, dada às artes e às inovações da ciência, neste país sempre disposto a contrariar as "novidades" (como D. Carlos lhes chamava).
Começaram por insinuar ser amásia de Mouzinho de Albuquerque, chegando-se ao desplante de dizerem por panfletos e insinuações que se consumaram em boato, que a Majestade ocasionara o suicídio do grande militar que eventualmente a surpreendera com a Figueiró! Incrível, no mínimo.
Não existe UMA única carta publicada, um desabafo da rainha, uma testemunha ocular que possa ser julgada credível. Nem uma.m À semelhança dos boatos de bacanais nos quais D. Carlos "morrera de excessos" (umas vinte vezes!), D. Amélia tinha ainda de suportar ordinarices de quem lhe colocava cartinhas sob a almofada. O próprio jornal O Século pagava a gente que trabalhava nas Necessidades, para que mantivessem este clima de insegurança e quezília, o que não impedia minimamente a redacção, de receber o rei com toda a cerimónia e cortesia.
O livro de Rui Ramos "D. Carlos I", é um excelente trabalho de pesquisa que facilmente desmonta a trama que enredou a família real nos derradeiros vinte anos do regime. Vale a pena lê-lo para podermos compreender o complicado sistema vigente e do qual os monarcas não conseguiram deixar de se ver atingidos com o ónus de uma responsabilidade que na verdade pouco lhes cabia. Uma década depois, as atoardas lançadas contra D. Amélia foram escrupulosamente copiadas pelos bolchevistas que inicialmente acusando a czarina Alexandra de "deboche" com homens - Rasputine -, logo a converteram numa sôfrega sáfica "fazedora de espuma de sabão" com a amiga preferida, a sra. Anna Vyrubova. A historietas são exactamente as mesmas, não existindo a mais ínfima prova material que as confirme. Ora, a História faz-se com documentos que em certos casos provêm de fontes idóneas, entre os quais a/o acusada/o deve ser objecto de um estudo aturado de correspondência, obra literária, etc.

Nuno Castelo-Branco disse...

Por exemplo, no caso do sr. Manuel Teixeira Gomes que durante a sua estadia como embaixador na Inglaterra, tanto se encarniçou no cerco a D. Manuel e à rainha Augusta Vitória, seria acusado, vilipendiado em pleno Parlamento de Lisboa, e vergonhosamente insultado pela populaça à sua passagem. Apontavam-se-lhe inúmeras escapadelas com "órfãos, moços de estrebaria, jornaleiros, miudósques de rua", etc, etc. A própria escolha do local de exílio, em Bougie, na colonial Argélia onde ..."a sensualidade árabe não escolhe sexos"..., foi apontada como uma clara prova da "devassidão do homem elegante e refinado" que era T. Gomes. Ele que colaborou no esquema PRP de liquidação moral da família real, acabou por pagar bem cara esta actividade nada prestigiante. Mais, a própria escrita denuncia outras particularidades preferenciais, onde aquilo a que chamamos pedofilia surge exuberantemente sob a forma de ..."tirar as primícias"... a meninas de 10 ou 11 anos. Para mais informação, consultem o V. Pulido Valente. Sendo um presidente da república, o suposto delito perde o sabor da intriga da alegada "depravação cortesã".

É clara a existência de certas figuras que se tornaram conhecidas nas ruas de Lisboa, como aquele fulano "bastante evidente" que tomava café ao fim da tarde na Brasileira e que tinha um cão chamado ... Mário Soares!, invectivando-o escandalosamente diante de todos. Resta dizer que os outros componentes da matilha tinham o nome da esposa do então P.R., e do filho e da filha deste! Chamava-lhes todo o tipo de coisas com todos os ff e rr e contava a alta voz histórias escabrosas "com outros cães", sem que alguém dissesse fosse o que fosse, pois apenas estava a referir-se aos seus animais!
Na verdade, o que torna tudo mais pitoresco é a presença da gente que faz do escândalo a manifestação pública das suas preferências, embora o que se passe de forma discreta tenha mais interesse para a análise dos costumes num dado tempo.

O que se torna mais perigoso, é a progressiva assimilação da boataria como incontornáveis verdades, fruto de uma propaganda incessante e demolidora, que aliada à coacção moral e física de um conturbado momento político, acaba por consagrar a suposição como indesmentível certeza. Consiste isto num recurso constante e que ciclicamente se repete, como já tivemos ocasião de verificar ao longo das últimas décadas.

Em conclusão, temos de ser prudentes em acreditar em tudo aquilo que se diz e os nossos dias são pródigos neste tipo de conversas. Se a Maria Carolina de Nápoles apontaram a Lady Hamilton (a fogosa amante de Nelson) como querida, à sua irmã Maria Antonieta colocaram a Lamballe na cama, assim como um século depois seria a vez de Alexandra ser "raspada" na Vyrubova. À falta do "efeito Mouzinho", encontraram a condessa de Figueiró. Enfim, coscuvilhices que aliás, a rainha D. Amélia violentamente denunciava nos seus diários como infâmias. No que ficamos?

Do Médio-Oriente e afins disse...

PARA NUNO CASTELO-BRANCO:

Muito obrigado pelos seus comentários.

Não sei a que propósito surgiu a Rainha D. Amélia na peça jornalística em causa, já que as pessoas mencionadas são todas posteriores.

Como é evidente, ignoro a veracidade dos boatos, pois que de boatos se trata, da suposta relação íntima da Rainha com a Condessa de Figueiró, que surgiram nos últimos tempos da Monarquia.

Das pessoas citadas na revista, que trata o assunto com alguma ambiguidade (talvez não pudesse ser de outra forma) algumas fizeram proclamação "oficial" da sua orientação sexual, por palavras e obras (mesmo escritas). Não me parece que haja dever de reserva em relação a elas; quanto às outras, especialmente às vivas, é conveniente respeitar-se a sua privacidade.

Quanto a Teixeira Gomes, homem de bom gosto e escritor de indiscutível mérito, independentemente de factos, que não conheço, creio que a obra fala por si. Basta ler alguns dos seus livros, com relevo para "Agosto Azul", para ter uma ideia de como o antigo presidente da República apreciava os belos corpos de efebos que se banhavam no seu Algarve natal. Um hino à Grécia Antiga, cuja civilização Teixeira Gomes muito admirava.

Anónimo disse...

Bem vistas as coisas, Teixeira Gomes pode ter sido parcialmente vítima de campanhas semelhantes às que pretendiam conspurcar as citadas reais e imperiais Senhoras. Digo parcialmente,pois efectivamente as descrições do "Agosto Azul" são assaz "sentidas",e precisas,mas atenção, referem-se a marinheiros ingleses,portanto já não criancinhas (como alás "efebos"" tambem não o seriam). Quanto às "primícias" aplicadas a miúdas de 10 anos,não sei onde o V.P.V. refere tal coisa. No "Poder e o Povo"? E não seria afinal mais uma atoarda,ou haverá algum fundamento? Agora,desculpe,quanto à temivel Carolina e a Lady Hamilton,aí parece que há testemunhos mais sólidos,cartas,etc. O que aqui entre nós, com aquele marido,se compreende bem...

Nuno Castelo-Branco disse...

Era precisamente o que queria dizer. Sabendo hoje qual é o principal móbil do ataque a figuras públicas, T. Gomes pode ter sido atacado exactamente da mesma forma como anteriormente atacaram o casal real. Neste aspecto, continuamos na mesma, porque para a vox populi, as ..."mulheres são todas umas p... ou f.... e os homens ou são putanheiros ou pan...". na maioria das vezes com fama e sem proveito, infelizmente.

Anónimo disse...

Se ainda há espaço nesta amável Caixa,gostaria de completar o meu comentário das 0.06,dizendo que estou ao lado do comentador Nuno Castelo-Branco no que toca à defesa da Raínha,Senhora D.Amélia,Mulher generosa,culta,dinâmica,fundadora entre outras obras,da Assistência Nacional aos tuberculosos,em parte com dinheiro do seu bolso. É verdade que a Raínha foi vítima de campanhas que sobretudo,alem de inspiração maquiavélica do P.R.P.,comprovam, pela sua difusão e popularidade, a mesquinhez e a ordinarice básicas deste nosso povo-a todos os niveis sociais- que perdura até hoje,como fàcilmente se comprova atentando a boa parte da nossa chamada "comunicação social".
O único erro que me lembro se poderia assacar à Raínha,será a sua insistência em afastar João Franco após o regicídio,o que tem a óbvia desculpa da trágica situação emocional. Mas as reformas de Franco eram essencialmente as necessárias para a ressurreição do país, e tinham todo o apoio do Rei. A demissão de Franco veio dar um sinal de fraqueza inelutável,a partir do qual a Monarquia estava efectivamente condenada,para mal de todos.

Lilo disse...

A Berbarda - e não Dona Bernarda - vivia num prédio que ainda existe, ou no 1º ou no 2º andar; estive lá poucas vezes há muitos anos e já não me lembro exactamente.

Do Médio-Oriente e afins disse...

PARA LILO:

A pessoa em questão era conhecida por Dona Bernarda e disso não existe a mais pequena dúvida. Os seus (dela, ou dele) contemporâneos que ainda estejam vivos podem testemunhar. Morava no nº 198 - r/c, da Avenida da Liberdade. Berbarda foi nome de que nunca ouvi falar.

Anónimo disse...

"Berbarda" é evidentemente uma gralha e nada mais

Anónimo disse...

Falaram a no Infante D. Henrique. Afinal, o que é que sabem em concreto?

Anónimo disse...

Sim, neste momento existe representante para o título de visconde de Britiande.