sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

AS PREFERÊNCIAS SEXUAIS DO REI MOHAMED VI




O ex-tenente do exército marroquino Abdelilah Issou, refugiado político a residir em Espanha, publicou há pouco mais de um mês um livro, Mémoires d'un soldat marocain - La Face cachée du royaume enchanté, em que regista não só a sua experiência ao serviço das Forças Armadas Reais mas igualmente outros aspectos da vida em Marrocos e onde procede a algumas revelações consideradas como segredo de Estado mas que, em grande parte, são, e sempre foram, do conhecimento da população e mesmo da opinião pública estrangeira mais familiarizada com aquele país magrebino. Escusado será dizer que a venda do livro se encontra naturalmente proibida em Marrocos e não é fácil encontrá-lo algures, mesmo em França, onde foi editado.

Neste livro, Abdelilah Issou conta a sua história desde o ingresso na Académie Royale Militaire, em 1984, até à sua deserção do exército em 2000, inconformado com a prática política prosseguida no país e disposto a constituir e integrar uma rede de conspiradores para derrubar o regime alauíta. Talvez uma pretensão ingénua, confessemo-lo, já que Hassan II sobreviveu a duas tentativas bem organizadas de golpe de Estado, uma em 1971, no Palácio de Skhirat (Rabat), no dia do seu 42º aniversário, encabeçada pelo general Mohamed Medbouh com a participação de 600 cadetes da École Militaire de Harmoumou, que provocou mais de 100 mortos e 200 feridos entre os convidados do rei, a outra, em 1972, organizada pelo general Oufkir, em colaboração com alguns aviadores das Forces Royales Air que tentaram abater o avião real, quando Hassan II regressava de uma visita  a Paris e se preparava para aterrar em Rabat. Ambos os cabecilhas, além dos principais colaboradores, foram obviamente executados.

O autor, num livro aliás breve (menos de 200 páginas), descreve as missões que lhe foram confiadas ao longo do tempo em que serviu como oficial, por vezes com pormenores técnicos que tornam a leitura algo fastidiosa.

Alguns dos aspectos enfatizados são a corrupção sistémica do regime, desde o Palácio aos mais modestos servidores, o narcotráfico, tolerado e mesmo incentivado com o patrocínio das altas esferas, a questão do Sahara Ocidental, as relações exteriores, nomeadamente com Espanha, o terrorismo islamista e a "primavera árabe".

Portanto, poucas novidades para os estrangeiros (é a eles, sem dúvida, que o livro se destina) que sejam razoáveis conhecedores da realidade marroquina. Todavia, é no aspecto das vidas privadas que o livro suscitou algum ruído na imprensa internacional, ainda que a passagem mais relevante não constitua, também ela, uma revelação sensacional, já que aborda a presumível homossexualidade do rei Mohamed VI. A generalidade dos marroquinos está ao par do facto, ainda que tal seja um assunto tabu no país e sobre o qual só se fala com a maior discrição.

Mohamed VI

Desde os tempos em que o actual monarca era ainda príncipe herdeiro e tratado como Smit Sidi (nome dado ao primogénito do rei) que corriam rumores sobre as suas inclinações sexuais. Neste livro, Abdelilah Issou conta alguns pormenores porventura menos conhecidos: a ligação do então princípe herdeiro com um "amigo especial", Abderrahmane Alaoui, conhecido pelos íntimos como Bihmane, neto de um escravo negro que servira no Palácio, e que fora seu companheiro de infância. Segundo o autor, a homossexualidade de Mohamed VI sempre foi em Marrocos um "segredo de polichinelo". E são bem conhecidas as suas sucessivas deslocações, após a ascensão ao trono, ao Brasil e à República Dominicana, já que, segundo escreve Issou, o monarca nutre especial preferência pelos negros. Diga-se, de passagem, que poderia ter optado por Cabo Verde ou pelo Senegal, países bastante mais próximos, pois não teria ficado pior servido. Refere ainda o autor que a "boa sociedade" marroquina se preocupava sobretudo pelo facto de que, sendo oficialmente o monarca Comandante (ou Príncipe) dos Crentes (Amir al-Mu'minin), isto é o chefe espiritual dos seus súbditos não apenas muçulmanos mas igualmente cristãos e judeus (os crentes das religiões do Livro) e descendente do profeta Maomé, pudesse ter uma orientação gay. Não creio que os marroquinos em geral tenham especial preocupação pelas inclinações sexuais do seu soberano, de tal forma é para eles normal, especialmente entre os jovens, a prática de tal tipo de relações, como aliás acontece na generalidade dos países árabes: os turistas que o digam. E como igualmente se verifica  nos outros países do mundo (p. 94 e 95).

Sabemos todos que as três religiões monoteístas sempre mantiveram uma relação difícil e estranha com a sexualidade, em geral, e com a homossexualidade, em particular. Trata-se de uma obscura disposição da Torah, que a Bíblia e o Corão perfilharam, com intuitos que ainda hoje não são perfeitamente claros. Mas os tempos mudaram e não será por esse pormenor, mas pela sua governação, que Mohamed VI será julgado pelos seus súbditos.

O autor acrescenta, contudo, um detalhe que merece referência: a intimidade entre o príncipe herdeiro e Bihmane tornou-se de tal forma evidente que Hassan II, já próximo do seu fim, terá ordenado ao todo poderoso ministro do Interior, Driss Basri, a eliminação do rapaz, que viria a morrer pouco depois num estranho acidente de viação, entre Rabat e Kenitra. Recorde-se, e o autor não o refere, que um dos primeiros actos da governação de Mohamed VI foi a demissão do dito ministro do Interior, uma personalidade comummente odiada pelos marroquinos, mas para a qual terá também contribuído, a confirmar-se a veracidade dos factos, o referido homicídio (p. 97).

Ainda duas notas de Issou, porventura menos conhecidas: uma, que Lalla Latifa Hammou Amahzoune, uma das mulheres de Hassan II, conhecida como a "mãe dos príncipes", seria amante de Hadj Mohamed Médiouri, guarda-costas e chefe da segurança pessoal do rei e demitido pelo filho após o falecimento do monarca. Latifa casou depois com Médiouri com quem vive hoje em Paris (p. 97 e 98).

A outra, que a princesa Lalla Fatima-Zohra, fiha do sultão Abdel Aziz IV e prima direita do rei Mohamed V (o avô de Mohamed VI) era lésbica e toxicodependente (p. 74).

Não se vislumbra assim um  muito particular interesse no livro recém-publicado, que mais parece uma tentativa de justificação do autor relativamente às suas actividades pretéritas ou, eventualmente, das que venha a desenvolver no presente e no futuro.


Sobre a monarquia xerifina, ou mais precisamente sobre os reis Hassan II e Mohamed VI, existem, sim, duas obras de relevante importância: uma, de Gilles Perrault, publicada em 1990 e que provocou uma tempestade nas relações franco-marroquinas: Notre ami le roi. A outra, mais recente, de Catherine Graciet e Éric Laurent, editada em 2012: Le Roi prédateur.


Acerca do livro de Perrault, um severo libelo acusatório do reinado de Hassan II, já se escreveram milhares de páginas. É um dos mais esclarecidos testemunhos sobre o reinado da figura controversa mas indubitavelmente carismática que foi o falecido monarca. Quanto a Le Roi prédateur, o livro debruça-se especialmente sobre a quase monopolização da economia marroquina por Mohamed VI, que quintuplicou a fortuna pessoal desde o seu acesso ao trono, mas a análise desses livros não cabe nos limites deste texto.



Mais recente ainda, publicado o mês passado, Mohammed VI, derrière les masques, de Omar Brouksy, é um balanço demolidor dos quinze anos de reinado de Mohamed VI. No prefácio, o inevitável Gilles Perrault escreve: «Le royaume de Hassan II, c'était le château de Barbe-Bleue. En comparaison, celui de "M6" serait plutôt celui de la Belle au Bois dormant avec au sous-sol la caverne d'Ali Baba».

Para lá de tudo isto, Marrocos é um país encantador.

quinta-feira, 27 de Novembro de 2014

DVORAK, PARA SOBREVIVER AO PÂNTANO



Daniel Müller-Schott


A música sempre foi um salutar remédio para a alma. Especialmente em tempos sombrios.

O concerto desta noite na Fundação Gulbenkian pode testemunhá-lo. Foram executadas duas peças: o Concerto para Violoncelo em Si menor, op. 104, de Dvořák e a Serenade nº 1, em Ré maior, op. 11, de Brahms.




 (Mstislav Rostropovich toca o Concerto para Violoncelo no Teatro Real de Madrid, 1983. Orquestra Sinfónica da Radiotelevisão Espanhola sob a direcção de Miguel Ángel Gómez Martínez)



Muito bem, sem dúvida, a Serenade, mas o Concerto de Dvořák, uma peça que não é, infelizmente, muitas vezes tocada entre nós, foi absolutamente excepcional. O violoncelista alemão Daniel Müller-Schott é um intérprete famoso desta obra e o seu desempenho foi superlativo. A Orquestra Gulbenkian, dirigida pelo inglês Paul McCreesh, reputado maestro, correspondeu ao elevado nível musical que se solicitava.

Aparte a chuva, uma grande noite.


segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

UM LIVRO INDISPENSÁVEL




Um livro indispensável nestes dias e que deve ser rapidamente adquirido.


domingo, 23 de Novembro de 2014

JOSÉ SÓCRATES



 
De entre os incontáveis textos produzidos a propósito da detenção de José Sócrates, transcrevo o artigo de Pedro Marques Lopes, Uma Crise de Regime,  hoje, no "Diário de Notícias":
 
 

«1. Esta crónica já estava escrita, chamava-se “Telegramas do Manicómio”. Era acerca da única e exclusiva responsabilidade de Carlos Costa na solução encontrada para o BES e do facto dum Governo ter prescindido de ter uma palavra num assunto que dizia respeito a cerca de 20% da economia nacional, dum alto responsável da Administração Pública ter aparentemente sido constituído arguido por ter recebido um par de garrafas de vinho e alguém ter dito que se lhe devia dar uns euros, dum vice-primeiro-ministro que mostrou não saber distinguir um partido político duma empresa, dum presidente duma comissão parlamentar que combateu com um secretário de Estado pelo acesso a um microfone e de dois partidos que mudaram de opinião sobre um assunto em 24 horas.

Entre as 23h45, momento em que pus o ponto final na dita crónica, e a meia-noite e pouco, hora em que soube da detenção de José Sócrates, o país mudou. Melhor,  passamos a estar no meio da maior crise de Regime desde a normalização da nossa democracia.

O principal pilar duma democracia liberal é o de ninguém estar acima da lei. Ninguém. Nem quem a faz, nem quem a aplica, nem quem a fiscaliza. Mas, de boa-fé, não se pode pensar que é exatamente a mesma coisa deter um responsável por uma polícia, um ex-primeiro-ministro ou um cidadão que não tem, ou teve, responsabilidades nos destinos da comunidade. [...]

Até por isto se percebe que, sim, a lei é igual para todos mas que não há nada mais injusto do que tratar de igual modo situações diferentes. O que está, sobretudo, em questão na detenção do ex-primeiro-ministro é a possibilidade duma comunidade ter sido representada e conduzida por alguém que não tinha condições pessoais para o fazer, alguém que enganou os cidadãos ou a incapacidade dum sistema judicial fazer cumprir a lei, ou pior, esse sistema criar um caso desta gravidade sem indícios realmente sérios.

Qualquer uma destas situações é duma gravidade sem paralelo conhecido em Portugal.

[...] Bem gostava de em consciência pensar que seria possível ver as instituições a funcionar regularmente, de não assistir à construção de barricadas, de ver toda a gente preocupada em descobrir a verdade e não a sua verdade, mas estou cético, como, estou convencido, muita gente está. É também esse ceticismo generalizado sobre o resultado futuro deste e doutros casos, qualquer que seja o sentido, que mostra o quão estamos doentes como comunidade.

Qualquer que seja o desenlace deste processo as instituições democráticas saem fortemente abaladas. Agora sim, estamos perante uma verdadeira crise, a pior delas: uma crise do Regime. Nada ficará como dantes.

2. O homem mais poderoso do país deixou de ser um político ou um empresário. O homem que manda nisto tudo, o novo DDT, é Carlos Alexandre, o juiz ligado aos casos BPN, Furacão, Monte Branco, Vistos Gold e, agora, Sócrates. O poder político criou o Ticão e deu todo este poder a quem o dirige. É demasiado poder concentrado neste ou em qualquer outro homem
 
 

sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

UMA RÉCITA DE ANTOLOGIA




Assisti ao longo da minha vida a muitas representações do Rigoletto, de Verdi, em Portugal como no estrangeiro. Inclusive àquela em que participou Alfredo Kraus no Teatro Nacional de São Carlos. E tenho visto muitas outras em videocassettes e dvd's.

Confesso, todavia, que desconhecia uma gravação do espectáculo apresentado no Teatro Regio, de Parma, em 15 de Fevereiro de 1987, editada em dvd há uns anos pela Hardy Classic Video, após laboriosa reconstituição de uma filmagem "doméstica" então efectuada.



A imagem do produto proposto é francamente medíocre, quer técnica, quer artisticamente falando, e certamente não poderia ser  de outra forma.

 Mas, musicalmente, este Rigoletto de Parma é um espectáculo de antologia. Com Leo Nucci, no protagonista, Alfredo Kraus, no Duque de Mântua e Luciana Serra , em Gilda, e o elevado nível dos restantes intérpretes, a produção de Parma figura sem dúvida entre as melhores realizações desta ópera nas últimas décadas.



Notável execução da partitura pela Orchestra Sinfonica dell'Emilia Romagna "Arturo Toscanini", dirigida pelo maestro Angelo Campori e encenação "à época", cenários e figurinos de Pier Luigi Samaritani, que não dispondo dos recursos dos nossos dias evitou um desses abomináveis aggiornamenti gratuitos com que hoje nos brindam "conceituados" encenadores.



As entusiásticas ovações do público recordaram-me outros tempos no Teatro Nacional de São Carlos.



QUE SAUDADES!

quarta-feira, 19 de Novembro de 2014

UM GOLO PROVIDENCIAL



O jogo de ontem Portugal/Argentina, em Old Trafford, com Cristiano Ronaldo e Messi ausentes na 2ª parte, saldou-se pela vitória nacional por 1-0, a primeira em 42 anos contra a selecção argentina.

Salvou a honra da casa o jovem Raphaël Guerreiro, de 20 anos, jogador do clube francês Lorient, que, no minuto final, na sua primeira internacionalização, assegurou a vitória portuguesa.


Um rapaz prometedor, filho de pai português e de mãe francesa, que começou a jogar, como junior, aos 12 anos, no Clairefontaine, de Le Blanc-Mesnil (Seine-Saint-Denis), localidade onde nasceu.


terça-feira, 18 de Novembro de 2014

OS VISTOS DOURADOS





O recentíssimo escândalo que envolve a atribuição de "vistos dourados", ou mais precisamente a presumível ocorrência de situações de corrupção na concessão desses vistos, ofusca um problema muito mais delicado e que o ruído da comunicação social impede de analisar convenientemente.

Se, naturalmente, toda a corrupção deve ser castigada, o que importa verdadeiramente discutir, aqui e agora, mais ainda do que as oportunidades que tal procedimento faculta a eventuais lavagens de dinheiro e branqueamento de capitais, é a própria existência dos referidos vistos.

Trata-se de uma questão de princípio, e de princípios, coisa hoje infelizmente tão arredada do espírito dos nossos governantes.

É certo que a concessão destes vistos milionários não é exclusiva de Portugal. Vários outros países europeus criaram este mecanismo expedito de arrecadar fundos, com despiciendos resultados no desenvolvimento das nações mas bastante atractivo para operações de carácter eventualmente menos lícito.

O que realmente se afigura obsceno é a possibilidade de mercadejar a instalação num país, e quiçá mesmo a obtenção de uma nacionalidade, a troco não direi de trinta dinheiros (embora a simbologia permaneça) mas de astronómicas quantias que um cidadão normal jamais auferirá em toda a sua vida.

Sabemos todos que a concessão de vistos "normais" é objecto do mais rigoroso escrutínio e implica a ultrapassagem dos mais inusitados obstáculos e o preenchimento das mais inconcebíveis  formalidades quando os requerentes são de modesta condição e mais não aspiram do que a trabalhar honestamente num país de acolhimento, tantos deles que são fugidos de guerras e guerrilhas para as quais nada contribuíram e pelas quais é grande a responsabilidade do mundo ocidental.

As hordas de imigrantes ilegais que atravessam o Mediterrâneo, com o risco da própria vida, em busca de uma existência melhor e, principalmente, mais segura, são rechaçadas e devolvidas, sempre que identificadas, aos países de origem.

O Velho Continente, apesar da procela que o assola, é considerado ainda por muitos (por aqueles que fogem do Médio Oriente, do Norte de África, da África Sub-Sahariana, da Ásia) o único destino que julgam capaz de os abrigar da miséria, da fome, da violência, da morte.

Há tempos, o Papa Francisco deslocou-se a Lampedusa, porto tradicional de chegada de milhares de clandestinos, pelo menos daqueles que não sucumbem nas águas revoltas do Mare Nostrum, e, num grito de alma, apelou aos líderes ocidentais para providenciarem ao acolhimento de tão infelizes criaturas. Foi, então, politicamente muito aplaudido mas o resultado desta sua inédita diligência foi nenhum.

Argumenta-se que não é possível receber mais imigrantes em período de crise sistémica tão aguda como aquela que atravessamos. Mas devemos olhar não só para o presente mas para o passado e para o futuro.

Registei aqui a declaração de Umberto Eco, em 23 de Janeiro de 1997, num convénio organizado pelo município de Valência sobre as perspectivas do terceiro milénio: «Os fenómenos que a Europa tenta ainda enfrentar como casos de emigração são pelo contrário casos de migração. O Terceiro Mundo está a bater às portas da Europa, e entra mesmo quando a Europa não está de acordo. O problema já não é decidir (como os políticos fingem acreditar) se se admitem em Paris raparigas estudantes com o chador ou quantas mesquitas devem erigir-se em Roma. O problema é que no próximo milénio (e como não sou profeta não posso especificar a data) a Europa será um continente multirracial, ou se preferirem "colorido". Se lhes agradar, será assim; e se não lhes agradar, será assim na mesma.»

Registei também aqui a necessidade evocada pelo Papa de "chorar os mortos" que ninguém chora. Mas para além de chorar os mortos há também que cuidar dos vivos. Toda ou pelo menos muita desta gente poderia ingressar ordeiramente na Europa através de um sistema de vistos racional que permitisse utilizar o seu trabalho no desenvolvimento dos países a que se dirigem. Exactamente o contrário daquilo que se obtêm com os golden visa, que mais não são do que um processo discriminatório e, realmente, no limite, de casos de "imigração ilegal".

A permissão de entrada aos multimilionários, cuja fortuna terá muitas vezes as mais duvidosas origens, e a negação dessa entrada a quem mais não pretende que o direito ao trabalho é um atentado aos princípios éticos sistematicamente proclamados pela União Europeia.

A concessão de vistos dourados é, sem dúvida, um dos sintomas da profunda decadência moral da Europa.


domingo, 16 de Novembro de 2014

NANI (28 ANOS)




Como habitualmente, aqui registo o 28º aniversário de Nani, jogador que a vários títulos muito admiro, desejando-lhe as maiores felicidades pessoais e profissionais.