segunda-feira, 13 de maio de 2019

SALÓNICA XIX - IGREJA DE PANAGIA TON CHALKEON



A Igreja de Panagia ton Chalkeon (Παναγία τῶν Χαλκέων) é uma igreja bizantina do século XI, situada na Praça Dikastirion, a norte da Via Egnatia, no ponto de intersecção desta com a Avenida Aristóteles. O seu nome significa Virgem dos Caldeireiros, já que o local foi outrora ocupado pelos profissionais desta actividade.






Com a conquista da cidade em 1430 pelos turcos otomanos, a igreja foi convertida em mesquita, com o nome de Kazancilar Camii (Mesquita dos Mercadores Caldeireiros). Serviu como mesquita até ao fim da ocupação otomana em 1912. O edifício foi restaurado em 1934, depois do terramoto de 1932.





Segundo a inscrição sobre a entrada oeste, a sua construção data de 1028. Reza assim a inscrição: «
Este lugar outrora profano é dedicado como eminente igreja à Mãe de Deus por Christophoros, o mais ilustre protospathario real e governador de Lagouvardia, e sua esposa Maria, e seus filhos Nicephorus, Anna e Catacale, no mês de Setembro, indicação XII, no ano de 6537. (O ano 6537 no calendário bizantino é equivalente ao ano 1028 da nossa era).


A planta da igreja é em forma de cruz, com quatro colunas e três abóbadas, uma central e duas sobre o narthex. O edifício é inteiramente construído em tijolo, o que lhe valeu a designação popular de Igreja Vermelha ( Κόκκινη Εκκλησιά). O exterior é animado por uma variedade de arcos e pilastras, que podem dever-se à influência constantinopolitana. A utilização de arcos com setbacks dá ao edifício uma aparência esculpida. Uma cornija de mármore, que corre em redor da igreja, configura secções distintas, superiores e inferiores.


 
 
O interior da igreja está dividido em três partes: o narthex, o naos (a parte central em forma de cruz) e o santuário.



O narthex é coberto por duas abóbadas e tem uma galeria superior que talvez tenha sido usada como sacristia, embora não existe, presentemente escada de acesso.





No naos, quatro colunas de mármore cinza claro formam um quadrado e suportam os arcos das quatro abóbadas de berço que constituem os braços da cruz. No centro do naos está a cúpula. Esta tem 3,8 m de largura e sua altura é de 5,3 m. É octogonal, contendo dezasseis janelas em duas fileiras, uma em cima da outra. Os braços da cruz podem ser vistos claramente do exterior, com telhados sobre as suas grandes abóbadas e frontões triangulares enfatizando as suas extremidades. 


 

Embora os túmulos dos fundadores sejam geralmente colocados no narthex das suas igrejas, em Panagia Chalkeon o túmulo que se acredita ser o do fundador, Christophoros, encontra-se num nicho na parede norte do naos.

O santuário é dividido em três secções: o corpo central do santuário, a prótese e o diaconicon. A secção central do santuário tem uma ampla abside, que é “semicircular do lado de dentro e trilateral do lado de fora.



Os capitéis das colunas do naos  são decorados com relevos de folhas de louro e o lintel da porta real que leva do narthex para o naos é decorado com um desenhos de banda sinuosa, formando quadrados e círculos em relevo. Os círculos contêm rosetas e é perceptível que as cruzes que costumavam estar nos quadrados foram raspadas. 


As paredes da igreja eram originalmente revestidas de pinturas, mas a maioria desapareceu com o passar do tempo. As paredes do narthex estão pintadas com cenas do Juízo Final, com Cristo sentado acima da porta real do naos.



sábado, 11 de maio de 2019

COMO AMAR UM HOMEM AFRICANO




Um dos mais notáveis escritores da Costa do Marfim, Isaïe Biton Koulibaly (n. 1949), publicou em 2006 Comment aimer un homme africain, livro que por acaso me veio parar às mão.

Trata-se de um manual em que se prescrevem algumas regras para as mulheres seduzirem e conservarem os homens africanos, mas que será possível adaptar, mutatis mutandis e com alguma boa vontade, para utilização dos homens.

Esta obra, que tem tanto de curiosa como de inesperada, foi, segundo o autor, inspirada na Arte de amar, de Ovídio, por quem Koulibaly nutre profunda admiração. Algumas das regras sugeridas são apenas exequíveis no contexto das sociedades africanas, mas nem por isso o livro deixa de ser surpreendente. E simultaneamente divertido.

O autor recebeu o Grand Prix Ivoirien des Lettres em 2005 e possui outros galardões literários.


A DITADURA DAS IDENTIDADES


(Clique na imagem para aumentar)

Numa entrevista concedida a "L'Obs" (nº 2843 - 2 a 8/5/2019), o professor Laurent Dubreuil, da Universidade Cornell (Estados Unidos), responde a algumas questões sobre o seu recente livro La Dictature des identités.


Afirma este cientista: «Quando a expressão identity politics apareceu no fim dos anos 1970, numa declaração de um colectivo de lésbicas afro-americanas, o Combahee River Collective, tratava-se de facto da emancipação das opressões sociais ligadas ao género ou à raça. Certamente, estas reivindicações exprimiam-se em nome de uma identidade, "as mulheres negras", por exemplo, mas o enfoque em torno de tais características era um meio, não um fim em si. Na configuração contemporânea, a opressão é vista como fundadora das identidades. A partir de então, a promessa de emancipação desaparece. É uma completa reviravolta.»

Laurent Dubreuil tece oportunas e pertinentes críticas a esta nova forma de ditadura, que alastra perigosamente à Europa, tendo publicado o seu livro em francês por receio das reacções nos Estados Unidos. 

Esta política identitária é perigosíssima e deve merecer a nossa maior repulsa, pois conduz-nos a sermos prisioneiros de uma "tenaz identitária" em lugar de prosseguir uma verdadeira libertação no que respeita à origem, à classe social ou ao género. 

Reproduzimos as duas páginas da entrevista.


sexta-feira, 10 de maio de 2019

OS TEMPOS MUDARAM




Realmente, os tempos mudaram! Num livro recentemente publicado, "Il faut dire que les temps ont changé..." - Chronique (fiévreuse) d'une mutation qui inquiète, Daniel Cohen, director do departamento de economia da École Normale Supérieure e membro fundador da École d'Économie de Paris, faz um diagnóstico lúcido e um prognóstico aterrador.

Do Maio de 1968 à revolução conservadora protagonizada por Reagan e Thatcher, do fim do proletariado à revolução digital, o autor escalpeliza as transformações da sociedade nos últimos cinquenta anos, que só agora começamos a compreender.

Transcrevo da contra-capa: «A histeria do mundo do trabalho, o grande protesto dos povos, o encerramento das novas gerações numa espécie de presente perpétuo são as consequências do colapso de uma civilização: a da sociedade industrial. Uma após outra, as utopias de esquerda e de direita fracassaram face a uma realidade que é daqui em diante possível de designar pelo seu nome: a sociedade digital. Ela transforma-nos numa série de informações que um software pode tratar a partir de qualquer ponto do globo. Um medo imenso percorre a sociedade. O trabalho em cadeia de ontem deixou lugar à ditadura dos algoritmos? As redes sociais são o meio de uma nova formatação dos espíritos? Por um formidável regresso ao passado, as questões do mundo antigo estão em vias de ressurgir no coração do novo. Os tempos mudam, mas vão em boa direcção? Este livro iconoclasta descreve de forma luminosa os acontecimentos cujo sentido por vezes nos escapa, permitindo-nos compreender a desordem de que o populismo é a expressão.»

Transcrevo de uma entrevista do autor a "L'Obs", de 30 de Agosto passado, antes da edição do livro: «La gauche et la droite se sont fourvoyées, chacune à leur manière. La gauche, dans les années 1960, pensait qu'en sortant da la société industrielle, on sortirait du capitalisme. Mitterrand a été élu en proposant de changer la vie. En cela, il était l'héritier da la contestation des sixties. Mas ces utopies ont été balayées par la crise des années 1970. A partir de là, pour la plupart des gens, la question n'était plus de sortir du monde du travail mais d'y rester, de garder le sien. C'est sur cette base que la droite prend le pouvoir dans les années 1980, la France étant comme d'habitude à contre-courant. La droite impose l'idée que seuls le travail et l'effort feront sortir de la crise. Reagan et Thatcher ont prôné une révolution morale tout autant qu'économique. Il s'agissait à les entendre de revenir aux valeurs traditionelles, quelque chose d'un peu puritain, à la Max Weber. Mais cette révolution conservatrice a entraîné ses soutiens dans une illusion aussi naïve que celle des gauchistes vingt ans plus tôt. Le capitalisme de Reagan et Thatcher ne s'est pas ressourcé dans un bain de jouvence moral: il a fait advenir le triomphe de la cupidité. Une nouvelle fois, les classes populaires ont compris qu'elles avaient été flouées.»

[As tragédias vêm habitualmente do mundo anglo-saxónico. Veja-se a invasão do Iraque]

Ainda a entrevista: «Macron est en effet à contretemps de la vague populiste, comme Mitterrand l'avait été de la révolution conservatrice. Ce dernier est parvenu au pouvoir au moment même où la révolution libérale portée par Reagan et Thatcher conquérait le monde. A l'heure où le populisme gagne partout, la France est á nouveau à contresens de l'histoire, Macron est un libéral dans un monde qui est devenu illibéral. D'où sa difficulté à peser sur la scène internationale.»

Os capítulos dedicados aos robots, ao homo digitalis, à geração iPhone e à vida algorítimica são assustadores. O autor retoma alguns dos temas dos últimos livros do escritor israelita Yuval Harari, deixando-nos a esperança de que a completa absorção do homem pela máquina talvez possa evitar-se pela existência do bom-senso, uma coisa humana ainda não ao, previsível, alcance dos engenhos digitais.

O presente livro constitui um precioso contributo para clarificar ideias e permitir que nos apercebamos dos perigos desencadeados pela revolução digital em curso, a que achámos graça e até utilidade pela facilidade das comunicações, pelos progressos na medicina e na ciência em geral, mas que ameaça transformar-se num pesadelo alucinante a que a bioética não parece constituir travão.


terça-feira, 7 de maio de 2019

AS CHÉCHIAS TUNISINAS



Adquiri recentemente em Tunis, na Livraria Diwan, no suq das chéchias, um livro que regista a história desses conhecidos barretes, ou bonés, que eram característica embora não exclusiva dos cidadãos muçulmanos, e que ainda hoje se vêem em alguns países árabes, embora o seu porte tenha caído em desuso.




O livro Le petit livre de la chéchia, de Mika ben Miled, traça uma história da utilização das chéchias através dos séculos. Também chamada fez, tarbush, gorro de Toledo, barrete berbere ou ainda boné à moda de Tunis, para uso dos turcos ou boné capacete, etc., essa peça de lã vermelha, com tonalidades do vivo à cor do vinho, penetrou igualmente na Europa, e fez da Áustria, durante muito tempo, o seu principal produtor.



Vemos chéchias, de feitios vários, nas pinturas de Piero della Francesca, do Perugino, de Mantegna, de Dürer, de Botticelli, de Bellini. Na Revolução Francesa, o barrete vermelho, frígio, simbolizou a liberdade.



A indústria das chéchias teve grande desenvolvimento na Tunísia. No século XIV, existia já um suq das chéchias em Qairwan. E o célebre viajante El-Hassan ben Mohammed el-Wazzân ez-Zayyâti, (Leão, o Africano), refere a existência em Tunis de um suq dos Tintureiros, cuja antiga localização fora ditada pela existência de um poço fornecendo em abundância uma excelente água.



Num documento espanhol de 1579, é relatado que um religioso trinitário, o mesmo que libertou Cervantes do cativeiro, comprou em Toledo ao negociante Juan Polanco, quarenta dúzias de bonetes de grana colorados finos pelo preço de trinta reais a dúzia.



Inicialmente, as chéchias eram vermelhas ou azuis, mas o azul foi caindo em desuso. Em muitas localidades usou-se, e usa-se, também o preto. A indústria da chéchia foi florescente na Andaluzia e ainda o era no começo do século XVII. Relativamente à exportação de chéchias espanholas para a África do Norte, o documento mais antigo é uma carta de quilaçao a favor de um negociante português de Safi, datada de 7 de Maio de 1499.



As perseguições da Inquisição na Península, no começo do século XVII, provocaram o êxodo para Tunis dos mouros andaluzes, que aí foram muito bem recebidos e apoiados por Othman Dey. Em consequência, desenvolveu-se a indústria das chéchias. Enquanto a cor vermelha estava reservada aos muçulmanos, os judeus deviam usar chéchias negras. É claro que havia variantes nestas determinações, especialmente quando os judeus eram estrangeiros. No princípio do século XX, Tunis era, depois de Constantinopla, o mais importantes mercado destes barretes vermelhos. Em 1960, o volume de negócios oficial do comércio das chéchias foi de 270.000 dinares tunisinos, equivalente a três milhões de francos franceses à época. O negócio tem passado de pais para filhos, só interrompido pela extinção da linhagem. Houve mesmo grandes dinastias de chaouachis, que se mantiveram nos três suqs especializados ainda hoje existentes na medina de Tunis.



O livro explica também as fases da confecção das chéchias, o processo de tinturaria e as diversas formas destes barretes. É também apresentada vasta documentação sobre a matéria e grande número de ilustrações que facilitam a compreensão do texto, nomeadamente para os menos familiarizados com a cultura islâmica.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

SALÓNICA XVIII - IGREJA DE SÃO MINA



A Igreja de São Mina (Agyos Minas) está situada a sudoeste do centro da cidade, perto do mar, no cruzamento das ruas Agyou Mina e Ionos Dragoumis. A referência mais antiga conhecida encontra-se na "Vida de Agyos Gregorios de Decapolitou" (primeira metade do século IX), mas é crível que a igreja já existisse no princípio do século VI. Há relatos sobre a igreja em documentos do Monte Athos, dos séculos XI a XV. 
 



A Igreja de São Mina é uma das poucas de Salónica que não foi convertida em mesquita após a ocupação da cidade pelos turcos, permanecendo a funcionar normalmente e mantendo o seu nome grego.





Contudo, durante a ocupação otomana, o templo sofreu graves danos, que foram sucessivamente reparados. Em 1569, o sultão Selim II mandou retirar seis colunas, e em 1687 foi bombardeada por um navio de guerra veneziano.




 


No século XVIII, a igreja foi praticamente destruída por um incêndio, sendo reconstruída em 1806 por iniciativa de um abastado comerciante, Ioannis Kaftantzoglou. Novamente danificada por um incêndio em 1839, a versão actual de Agyos Minas é o resultado da renovação operada sob a orientação do arquitecto Ralli Plioufou, em meados do século XIX.




 

O edifício foi reconstruído no estilo pós-bizantino de uma basílica de três naves, com uma rica decoração interior com influências neoclássicas e do barroco-rococó.





O templo apresenta assim características originais diferentes das dos outros monumentos bizantinos da cidade e serviu de modelo à construção de novas igrejas em Salónica e na Macedónia em geral.





 
Entre 1890 e 1912, serviu de igreja metropolitana, e nela foi celebrada a primeira acção de graças após a libertação da cidade em 26 de Outubro de 1912.








São Mina, natural do Egipto, foi um soldado do exército romano martirizado no século IV por ter-se recusado a abjurar a sua fé e é um dos santos mais venerados pela Igreja Copta. Quando o Papa Cirilo VI foi entronizado Patriarca de Alexandria no Trono de São Marcos, iniciou a construção de um grande mosteiro em sua honra, nos arredores de Alexandria, que é um dos mosteiros mais famosos do Egipto. As relíquias do santo e as do patriarca encontram-se nesse mosteiro, que sucedeu ao primitivo mosteiro, destruído aquando das invasões árabes do século VII.


São Mina


quinta-feira, 2 de maio de 2019

SALÓNICA XVII - IGREJA DE GORGOEPIKOOS

 
 
 
A Igreja de Gorgoepikoos, ou Panagia Gorgoepikoos, também conhecida como Panagouda, encontra-se situada na esquina da rua Egnatia com a rua Paleon Patrin Germanou, e é dedicada ao nascimento de Panagia ( em grego Παναγία, feminino de panágios (pan+hágios: tudo santo) um dos títulos de Maria, mãe de Jesus, usado especialmente no Catolicismo Oriental e no Cristianismo Ortodoxo.
 
 
 
 
A maior parte das igrejas gregas dedicadas à Virgem Maria são chamadas Panagia, em lugar de Nossa Senhora ou de Santa Maria, já que Maria está acima de todos os santos.




A igreja foi construída segundo um projecto arquitectónico muito difundido na Macedónia durante a ocupação turca, especialmente no século XIX, sendo dotada de três naves e uma zenana (lugar reservado às mulheres).
 
 
 
A igreja foi erigida em 1818, tendo o edifício sido construído de forma mais extensa do que o permitido pelas autoridades otomanas, o que justifica as suas grandes dimensões. 



A igreja de Panagia Gorgoepikoos foi erguida no lugar de uma igreja mais antiga com o mesmo nome, que foi destruída pelo fogo em 1817. No mesmo local pode também ter sido construída uma igreja bizantina, segundo diversas fontes, probabilidade baseada nas grandes relíquias bizantinas vindas de Panagouda. Segundo fontes dos séculos XII, XIII e XIV, havia em Salónica um "monastério", primeiro para homens e depois para mulheres, chamado de "real", e que se estaria desenvolvendo no lugar onde hoje é Panagouda.

 

quarta-feira, 1 de maio de 2019

A CATEDRAL DE SÃO VICENTE DE PAULO, EM TUNIS



Nas minhas muitas viagens à Tunísia, tive a ocasião de visitar algumas vezes a Catedral de São Vicente de Paulo, em Tunis. Uma vez, há uns 15 anos, tive mesmo a oportunidade de assistir à missa de Domingo de Páscoa, e de trocar, no final, algumas palavras com monsenhor Fuad Twal, então Bispo de Tunis, e que foi depois Patriarca Latino de Jerusalém.


Na minha mais recente ida, o mês passado, voltei a entrar na Catedral, que percorri completamente, para ver as relíquias de São Luís IX, que se encontravam na Catedral de São Luís, em Cartago-Byrsa, hoje desafectada do culto e que foram transferidas para a Catedral de Tunis. Foi com muita satisfação que deparei, na mini-loja do templo, com uma publicação acabada de ser editada, e cuja capa reproduzo, sobre a Catedral de Tunis.


A Catedral de São Vicente de Paulo foi erguida graças às diligências do Cardeal Lavigerie, arcebispo de Cartago e Primaz da África, que benzeu a primeira pedra, em 1890. A inauguração do edifício, ainda inacabado, teve lugar em 25 de Dezembro de 1897, e foi presidida por monsenhor Combes, Bispo de Constantina e novo Primaz da África, devido ao falecimento, entretanto ocorrido, do Cardeal Lavigerie.  

Relíquias de São Luís

A Catedral de São Luís, em Cartago-Byrsa, fora também construída devido à vontade do Cardeal Lavigerie, que a consagrou em 1890, como recordação do santo rei de França, falecido nessa região, vitimado pela peste, em 1270, por ocasião da Oitava Cruzada. O cardeal marcava assim o restabelecimento da antiga metrópole da província de África, onde tiveram lugar 32 concílios, entre os mais importantes os que foram presididos por São Cipriano, bispo de Cartago, de 248  258.

Relíquias de São Luís

Em 25 de Março de 1950, o núncio apostólico em França, monsenhor Angelo Rocalli (futuro para João XXIII), presidiu à celebração da missa.


Em 16 de Abril de 1996, o papa João-Paulo II visitou a Catedral, a primeira visita de um papa à Tunísia.

São Vicente de Paulo

Santa Olívia nasceu em Palermo no século IX. Feita prisioneira pelos sarracenos, quando estes invadiram a Sicília, foi enviada cativa para Tunis. Viveu uma vida de penitência e oração, atribuem-se-lhe vários milagres, e morreu decapitada.

São Cipriano

Muitas outras importantes e preciosas informações são-nos facultadas por La Cathédrale de Tunis - Saint Vincent de Paul et Sainte Olive, do padre Silvio Moreno, IVE.