quarta-feira, 24 de agosto de 2016

ÀS PORTAS DA IV GUERRA MUNDIAL




A Turquia invadiu esta manhã a Síria com o pretexto de atacar o Daesh (e, de passagem, os Kurdos), a fim de proteger o seu território do terrorismo islâmico. O ataque terrestre é acompanhado pela aviação americana e de outras forças da "coligação". A operação parece ter "luz verde" da Rússia, empenhada até agora na manutenção do regime de Bashar al-Assad, mas a recente reunião Putin/Erdogan em Moscovo poderá ter alterado os pressupostos iniciais.

O presidente francês Hollande reuniu-se anteontem (discretamente) com a chanceler alemã Merkel e com o primeiro-ministro italiano Renzi, a bordo do porta-aviões "Garibaldi", ancorado junto à ilha de Ventotene, no Mar Tirreno, com o pretexto de discutirem a situação na União Europeia após a saída do Reino Unido. É por demais evidente que a Comissão Europeia já não funciona, que os países mais pequenos são olimpicamente ignorados e que as decisões são tomadas por quem tem poder económico e militar.

A situação na Ucrânia é verdadeiramente explosiva, invocando-se o pretexto de uma invasão russa, embora se possa admitir que a Rússia está mais interessada nos países bálticos (até Trump já "autorizou" Putin a invadi-los).

A Alemanha está prestes a adoptar um conjunto de medidas que prevêem o racionamento de alimentos e energia, a emergência dos cuidados de saúde e a reintrodução do serviço militar obrigatório, para serem aplicadas em caso de guerra.

Não param os contactos (informais) entre a Arábia Saudita, o Irão, o Egipto e Israel.

Os actores políticos continuam a mentir aos povos, mascarando os objectivos das suas reuniões. Desde há muito que há planos para uma redefinição não só do Médio Oriente mas da própria Europa, tudo preparado na ignorância das populações através da manipulação das informações divulgadas.

Porém, agora, alguma coisa começa a mover-se. ("Eppur si muove").

Os próximos dias ou semanas poderão fornecer-nos elementos mais concretos da estratégia em curso.

A IV Guerra Mundial está à porta.


1 comentário:

manuelpereirabarros Meira disse...

Venha o que vier,nós já cá estamos! E há mais tempo que qualquer desses funambulistas. Cada um em sua casa vale tanto que,mesmo depois de morto,são precisos quatro para de lá o tirarem!...de véspera,de susto ou de medo não morreremos,somos experientes demais para tal. Serenidade,quem arranjou a carrapata que tire as castanhas do lume.