terça-feira, 1 de junho de 2021

A DAMA DE ESPADAS

Recebi esta semana o DVD de Pique Dame, de Pyotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1893), gravação do espectáculo realizado no Grosses Festspielhaus, de Salzburg, em 2018. Interpretou a Wiener Philharmoniker, dirigida por Mariss Jansons, distinguindo-se a prestação de Brandon Jovanovich (Hermann), Evgenia Muraveva (Lisa) e Vladislav Sulimsky (Conde Tomsky). A encenação de Hans Neuenfels é verdadeiramente desastrosa. A aparição de Catarina II (em esqueleto) e o quarto da Condessa transformado em quarto de hospital são apenas alguns dos aspectos risíveis.

Aproveitei para rever a gravação de 1992, no Teatro Mariinsky, com a Kirov Orchestra dirigida por Valery Gergiev e a conveniente encenação de Yuri Temirkanov. Nas mesmas personagens, Gegam Grigorian (Hermann), Maria Gulegina (Lisa) e Sergei Leiferkus (Conde Tomsky) têm um notável desempenho.

Deve referir-se também a gravação em disco de 1977, com a Orchestre National de France, dirigida por Mstislav Rostropovich e interpretações de Peter Gougaloff (Hermann), Galina Vishnevskaya (Lisa), Dan Iordâchescu (Conde Tomsky) e Regina Resnik (Condessa).

O conto Пиковая дама, de Aleksandr Pushkin (1799-1837) foi publicado em 1834 e conta a história de um segredo de jogo de cartas (o conhecimento de três cartas especiais - tri kar ty - o três, o sete e o ás) na posse da Condessa Anna Fedotovna (a Vénus Moscovita), que permitiria a vitória ao seu possuidor, mas também acarretaria a desgraça [no fim, em vez do ás surgirá a dama, com a cara da Condessa] . O libretto de A Dama de Espadas, sobre o conto de Pushkin, é da autoria de Modest Ilyich Tchaikovsky (1850-1916), irmão do compositor, que efectuou algumas modificações no texto original, de forma a adaptá-lo às exigências do espectáculo operático.

Estreou-se A Dama de Espadas no Teatro Mariinsky, de São Petersburgo, em 1890. 

 

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