"E agora, que vai ser de nós sem bárbaros? Essa gente, mesmo assim, era uma solução." C.P. Cavafy
domingo, 27 de abril de 2014
VASCO GRAÇA MOURA
Morreu hoje em Lisboa, aos 72 anos, Vasco Graça Moura, poeta, ficcionista, ensaísta e tradutor, uma das personalidades mais destacadas da vida cultural portuguesa do último quartel do século passado e da primeira década do século XXI.
Conheci o Vasco, há 50 anos, quando veio do Porto para estudar na Faculdade de Direito de Lisboa. Com amigos comuns, elaborámos alguns projectos culturais que não tiveram então sequência devido à dispersão por várias actividades das pessoas neles interessadas.
Acompanhei a sua carreira cultural e com ele fui mantendo contactos espaçados. Aliás, não era muito fácil encontrar o Vasco, empenhado sempre em tarefas múltiplas. Não me identificando com as suas posições políticas, isso nunca comprometeu o nosso relacionamento. Vasco Graça Moura soube sempre distinguir as opções políticas, as convicções ideológicas e as relações de amizade.
A sua morte, prematura, constitui uma perda significativa para o mundo das letras.

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