"E agora, que vai ser de nós sem bárbaros? Essa gente, mesmo assim, era uma solução." C.P. Cavafy
sábado, 26 de março de 2011
INCIDENTES EM LONDRES
Enquanto prosseguem as violentas manifestações no Mundo Árabe contra os regimes vigentes, a onda de inquietação começa a atingir, como se esperava, a Europa.
Hoje, em Londres, 500.000 pessoas protestaram contra os cortes previstos no Orçamento de 2011, integrando a "Marcha pela Alternativa" contra o governo conservador/liberal democrata, na maior manifestação de protesto realizada na capital britânica na última década. Estudantes, trabalhadores da função pública, pensionistas, e muitos outros cidadãos exprimiram a sua raiva contra a política de cortes levada a cabo pelo governo. Prevista como uma iniciativa grandiosa mas pacífica, não foi possível evitar, contudo, confrontos com a polícia, nomeadamente em Oxford Street, onde foram vandalizadas várias lojas, ignorando-se ao momento o número de feridos e detidos. Não há, por ora, notícia de vítimas mortais.
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O lider do Partido Trabalhista, Ed Miliband, discursando em Hyde Park, apelou ao primeiro-ministro David Cameron para que tivesse em consideração a indignação dos britânicos, recordando que a situação actual fazia lembrar os sinistros anos 80 da infame Margaret Thatcher.
Os europeus encontram-se muito revoltados contra a especulação do capitalismo financeiro internacional, que está a provocar a maior crise mundial desde o fim da Segunda Grande Guerra, e que retirou aos países a sua soberania (e aos governos a sua capacidade de governar), alienada esta a favor de entidades ocultas não sujeitas a sufrágio que pretendem dirigir secretamente os destinos do mundo.




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